O Conservatório Regional do Baixo Alentejo (CRBA) promove de 31 de Maio a 4 de Junho a «Semana da Música do Sec. XX» na sua sede na Praça de República, em Beja. O programa é variado numa conjugação de esforços entre professores e alunos, não descura os compositores portugueses, representando um grande esforço de divulgação junto da comunidade em que está inserido e a quem se dirige esta iniciativa, o Baixo Alentejo.
Aqui deixo o programa, lamentando não ter conseguido, até ao momento, a informação das obras que professores e alunos executarão:
31 de Maio:
9h00 Horas - Inauguração da Exposição Temática - Átrio da Entrada do Conservatório que estará patente durante todo o evento havendo sempre um professor para acolher e apresentar a referida exposição.
Manhã - Visitas das Escolas do 1º e 2º ciclos da cidade de Beja à exposição e Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) - Mini Auditório do Conservatório.
Noite - 21h30 Horas - Concerto de Professores - Mini Auditório do Conservatório (Saxofone + Piano; Duo de Clarinetes; Trio de Metais + Piano e Piano + Violino)
1 de Junho:
Manhã - Visitas das Escolas 1º e 2º ciclos da cidade de Beja à exposição e Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) - Mini Auditório do Conservatório.
Noite - 21.30 Horas - Audição de alunos - Mini Auditório do Conservatório.
2 de Junho:
Manhã (10.00 às 11.00; 11.30 às 12.30) - Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) para as Escolas do 1º e 2º ciclos da cidade de Beja - Auditório da Casa da Cultura de Beja.
Tarde (14.30 às 15.30; 16.00 às 17.00) - Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) para as Escolas do 1º e 2º ciclos da cidade de Beja - Auditório da Casa da Cultura de Beja.
18.30 Horas - Apresentação de coreografias sobre as danças do Século XX, com alunos do Conservatório - Auditório da Casa da Cultura de Beja.
19.30 Horas - Seminário: "A emancipação da dissonância e a dissolução do tonalismo" - Mini Auditório do Conservatório.
Noite - 21.30 Horas - Concerto de Professores - Mini Auditório do Conservatório(Tuba; Viola Dedilhada; Violoncelo + Piano).
3 de Junho:
Manhã - Visitas das Escolas do 1º e 2º ciclos da cidade de Beja à exposição e Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) - Mini Auditório do Conservatório.
Tarde - 19.00 Horas - Seminário: "Prélude à l'aprés midi dune faune" de C. Debussy - Mini Auditório do Conservatório.
Noite - 21.30 Horas - Concerto de Professores - Igreja da Sé de Beja. (Órgão a Solo; Órgão + Flauta Transversal; Órgão + Saxofone; Viola Dedilhada.)
4 de Junho:
Manhã - Visitas das Escolas do 1º e 2º ciclos da cidade de Beja à exposição e Workshops de danças do Século XX (rock, twist, salsa, etc.) - Mini Auditório do Conservatório.
Tarde - 20.00 Horas - Audição de alunos - Mini Auditório do Conservatório.
Assim, "valapena"!
Na Gulbenkian, grande auditório, pôde-se ouvir ontem com repetição hoje, pelas 19 horas, a oratória ‘Judas’, para coro e prquestra, de António Pinho Vargas, obra encomendada pela Academia de Música de Viana do Castelo e estreada nessa cidade a 29 de Setembro de 2002.
ficha técnica:
CORO GULBENKIAN
CORO DE CÂMARA INFANTIL DA ACADEMIA DE MÚSICA DE SANTA CECÍLIA
ORQUESTRA GULBENKIAN
FERNANDO ELDORO (maestro)
DANIEL NORMAN (tenor)
NICHOLAS MCNAIR(piano)
ANNE KAASA (piano)
RUI PAIVA (órgão)
Reproduzo uma crítica de Fernando C. Lapa aquando da estreia desta obra, retirada do site de António Pinho Vargas.
«Organizado pela Academia de Música de Viana do Castelo, está em curso um invulgar ciclo dedicado à música sacra. Numa cidade onde a música contemporânea não é novidade (…), assinale-se a modernidade do programa apresentado pelo Coro e Orquestra Gulbenkian no concerto inaugural, com destaque para a estreia de "Judas Secundum Lucam, Joannem, Matheum et Marcum", de Pinho Vargas. Comecemos por aqui.
A partir de excertos dos quatro evangelistas, onde em poucas palavras se sintetiza a história da traição de Judas, Pinho Vargas construiu uma obra de um invulgar dramatismo. A força e eficácia da peça assentam numa escrita de grande profissionalismo, plural e aberta, sem complexos de escola. Os recursos são vastos: texturas corais e orquestrais de grande variedade e riqueza; ritmos obsessivos, cruzando o regular e o irregular; papel significativo da percussão, quase sempre incisivo e tenso; poder dramático dos graves, quer sejam sopros, cordas ou vozes.
O clima atormentado que percorre toda a obra tem poucos momentos de distensão. Um deles acontece no diálogo de Jesus com os discípulos (... "um de vós me entregará"), expresso em malhas vocais de rara felicidade, num efeito de pergunta-resposta deveras eficaz, já que protagonizado pela separação das vozes femininas e masculinas do coro, colocadas nas capelas laterais da igreja. Os outros correspondem à escrita para as palavras de Jesus, essas, sim, num registo mais sereno e despojado.
Face à constante tensão que enforma a obra, o expressivo desenho musical de "se suspendit" (enforcou-se) ganha inusitado realce, por contraste, colocando a "Paixão" de Judas no centro do drama. Numa escrita desinibida, rondando contextos tonais, ouvimos então algo que bem se aproxima dos célebres "lamentos" que a História da Música guarda como momentos da mais alta expressividade.
Em jeito de nota à margem, para uma discussão que não cabe aqui, ficam-nos duas questões: até onde vai o conceito de música sacra? Entre a pequena "paixão" de Judas e a grande "Paixão Segundo S. Mateus", porquê escolher Judas? (Responde Pinho Vargas: "E porque não?")»
FERNANDO C. LAPA
Duas inciativas relevantes para a cidade. Uma de índole de abertuta ao exercício da cidadania e outra cultural.
Segundo o André do Tem Avondo, a Câmara de Beja abre hoje, pelas 18 horas, as portas para uma «sessão de discussão pública» sobre os projectos da Bejapolis. Duvido que se faça luz, ainda por cima depois de o Presidente ter escrito que fez e bem feito, era o que faltava ter de parar para pensar.
Bom, pode ter ponderado e, se assim for, a cidade tem a ganhar já que poucos de identificam com a maioria das obras levadas a cabo pelo programa pólis.
O outro motivo é o «7 solos for 11 scenes falling through» do Paulo Ribeiro na Casa da Cultura que aqui já divulguei.
Que pena! Aproveite quem puder.
Em outubro do ano passado a Direcção da Antena 2 inaugurou uma nova "filosofia" de rádio cultural, tentando atingir uma audiência mais jovem. O Director dizia, aqui:
«É intenção da actual Administração da RDP dar um passo, se possível maior, para que se juntem outros ouvintes, sobretudo jovens (...)»
Este lema " a moda dos jovens", transfigurou por completo a Antena 2 que conhecíamos, composta por um auditório escasso, é certo, mas fiel, que assegurava que a estação apresentasse um ratio de tempo de audiência por ouvinte dos mais elevados, apresentando agora programas feitos por jovens sem qualquer qualificação radiofónica (parecendo mesmo um circo de mentecaptos, por exemplo o programa "Que Música é Esta"), a par de um abuso de música aleigeirada, "musichalls", Jazz a toda e hora e de qualquer maneira, zarzuelas, enfim de tudo passa na Antena 2, sem critério que se vislumbre. Tudo parece valer. Quando sintonizamos a A2 ficamos durante muito tempo em dúvida se será mesmo aquela estação!
As críticas não se fizeram esperar, de todos os quadrantes políticos e ideológicos cuja única preocupação era a qualidade perdida e a ausência de uma estratégia que augurasse que o auditório iria rejuvenescer. De facto, os jovens não são desprovidos de inteligência e não é pelo aligeirar da oferta que os poderemos captar. Bem pelo contrário, os jovens são muito mais irreverentes na exigência de qualidade. Não se captam jovens para a música clássica oferecendo-lhes banalidades e mesclas de clássico com ligeiro, ou "americanices" da Broadway. Os jovens que poderão sintonizar a Antena 2 são precisamente aqueles que de alguma forma estão familiarizados com ela (via família ou via ensino vocacional) e que procuram qualidade e não abastardamentos.
É preciso dizer que, apesar desta evidência, a Antena 2 mantém programas de qualidade, mas não são já os que a definem ou orientam.
Os resultados?
Estão agora à vista no final do 1º trimestre:
1 - envelhecimento da audiência - 50,2% têm mais de 55 anos e 59,5% mais de 45 (ver aqui);
2 - perda de jovens ouvintes - dos 15 aos 24 anos apenas 6,9%, enquanto dos 15 aos 17, 0% (ver aqui);
3 - auditório elitista com fuga de estudantes: 71,7% são quadros médios e superiores, não activos e domésticos enquanto estudantes se quedam pelos 8,8% (ver aqui);
4 - regressão da penetração territorial - 71,4% da audiência é de Lisboa e do Porto, contrariamente à equidade da audiência da Antena 1 e da Antena 3, ou a do mapa regional geral de audiências (ver aqui e aqui).
Em conclusão, o que o estudo da Obercom demonstra é a negação de todos os objectivos a que a Direcção da Antena 2 se propôs com a agravante do pronunciado decréscimo da qualidade que esta estação habituou o seu auditório já desde os tempos da "Emissora Nacional" do Antigo Regime. Isto é tanto mais grave porquanto a Antena 2 é dominante no tempo médio de audiência, 3,01h, suplantada apenas pelo RCP e pela RFM, o que demonstra o seu potencial no mercado publicitário e eventuais parcerias (ver aqui).
Não é preciso esperar. Esperar para quê? O desastre está comprovado e a demissão é o caminho de quem não consegue cumprir os objectivos nem tão-só manter o que existia.
Não é o objectivo que está errado - incrementar um auditório mais jovem! Errado está em perpetuar uma direcção que não tem "know-how" para o fazer, pois não é através de reduções drásticas da qualidade e cedências ao facilitismo cultural da programação que se atinge os jovens! É antes saindo dos estúdios e ir ao encontro deles!
«Outra Classe de Rádio» é o "slogan" e têm razão na outra classe, não é classificável, está descaracterizada e o seu responsável deve dar o lugar a quem saiba manter e desenvolver um tão precioso e único serviço público - a Antena 2 - a não ser que pretenda (exemplos não faltam, infelizmente) ser o seu próprio carrasco numa política de terra queimada.
No próximo dia 27 Paulo Ribeiro trás à Casa da Cultura de Beja o seu Projecto Transatlântico, no âmbito das programções Bejarte, promovidas pela divisão sócio-cultural da Câmara de Beja. Um espectáculo a não perder.
Do seu site, http://www.pauloribeiro.com/, retiro e transcrevo:
«A Companhia Paulo Ribeiro tem sido ao longo destes anos de existência um ponto de encontro e de partilha para vários artistas de muitos lugares. Esta opção tem sido essencial para enriquecer as obras que têm sido criadas. É como se, quanto mais forem as geografias, maior é o sentimento.
Este projeto Viseu – Recife vem no seguimento lógico deste processo; por um lado aproximar culturas que se dizem irmãs porque veiculadas pela mesma língua, por outro lado juntar os ingredientes de maior eficácia para qualquer criação que é o cosmopolitismo das sensibilidades.
É ainda importante referir que o mentor deste projeto é um cidadão do mundo a residir no Brasil tendo sido também um dos intérpretes que mais marcou as criações da Companhia Paulo Ribeiro. Peter Michael Dietz, é portanto o interlocutor ideal para este desafio de um só mar, mas de muitas águas.»
Paulo Ribeiro.
«7 solos for 11 scenes... falling through
Esta é uma viagem às imagens de um paraíso...
Não é o que você imagina...
Densidade, humidade, claustrofobia...
Intensidade... vida o tempo inteiro...
A crença de que Ele está chegando... está muito perto...
Tão perto que sentimos a Sua presença...
O desejo é a actividade diária... a dança, uma linguagem...
A praia sempre próxima, como os corpos nus...
Mas eles não estão tão nus...
A individualidade não é uma realidade, é um sonho, uma ilusão...
É um conto de fadas...
É tropical !!!!!! É arte?! É... »
Peter Michael Dietz
Ficha Técnica:
Criação e coreografia PETER MICHAEL DIETZ
Música DJDOLORES
Participação especial FERNANDO CATATAU (guitarra); THOMAS ROHER (sax e rabeca); BACTÉRIA (piano)
Figurino e cenografia RENATA PINHEIRO
Figurino 2 ARTIGOS DA GRIFFE DEMÔNIOS ME MORDO
Assistência de Figurino INGRID MATA
Cabelo e Maquiagem FERNANDO COSTA
Máscara FERNANDO PERES
Desenho de luz NUNO MEIRA
Assessoria de comunicação ANDRÉ ROSEMBERG
Esculturas (material gráfico) RENATA PINHEIRO
Intérpretes Fernanda Lisboa, Leonor Keil, Marta Cerqueira, Marta Silva, Félix Lozano, João Lima e Rodrigo Melo
Co-produção COMPANHIA PAULO RIBEIRO (Portugal), CENTRO DE FORMAÇÃO E PESQUISA DAS ARTES CÊNICAS TEATRO APOLO HERMILO (Brasil)
Produção executiva COMPANHIA PAULO RIBEIRO (Portugal) e LUMINA CINE (Brasil)
Direcção de Produção Albino Moura (Portugal) e Adriana Faria (Brasil)
Assistentes de produção Amélia Cunha e Alessandra Leão
Duração 80 minutos
agradecimentos Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa Dr. Jorge Sampaio, Chefe de Gabinete do Presidente da República Portuguesa Dr. Gonçalo Couceiro, António Mendes e Wilemara Barros
ps: para saber do que vai acontecendo no Baixo Alentejo veja em CARTAZ.
Fui lá ver. Demorei-me. Tentei diversos ângulos. Reformulei. Voltei a ver de novo...
O Nikonman tem toda a razão! Está um nojo! Jorge Vieira não merecia, a escultura não merecia e os bejenses também não. Um dia destes os miúdos vão fazer concursos para ver quem chega ao topo mais depressa, à semelhança do que diariamente fazem, mesmo ao lado, na rampa/telhado em paralelo do café do Jardim do Bacalhau.
A história e a fotografia estão aqui, na Praça da República.
Via Francisco, cheguei à notícia de que a nossa Ministra ficou sem coima e não quer dizer porquê! Ora vejam lá a notícia do Público!
O Zé Chaparro do Barra Cromológica tratou de dar início ao CARTAZ, um blogue exclusivamente dedicado a ser uma «AGENDA DE EVENTOS DO BAIXO ALENTEJO», conforme ele anuncia.
Aplaudimos a ideia e desejamos que o Zé consiga manter e divulgar este espaço que tanta falta fazia ao nosso cantinho.
Força ZÉ!
Esta malta de agora é aprendiz, uns miúdos que muito teriam a aprender com o nosso "Botas"!
Via Alvino e Anarca dou conta desta notícia no Portugal Diário:
«As tropas dos Estados Unidos no Iraque foram proibidas de usar telemóveis equipados com câmaras fotográficas pelo secretário de Estado da Defesa, Donald Rumsfeld (...)»
É evidente. Se não fossem as televisões, os jornais e os blogues aquela merda não teria, simplesmente, acontecido! É por cauda destes "energúmenos" que temos de investir no "Portugal Positivo" e nos "Empresários da crista Ética". Aquilo é causa da tal falta de auto-estima, porra!
Salazar nunca teria permitido que nos violentassem, coitados, com aqueles horrores. Aconselha-se à administração Bush umas aulitas de história do Estado Novo! Já!
São aprendizes, não sabem fazer as coisas! Se o nosso "Botas" fosse vivo e desse uns "masterszitos" por essas universidades enchia salas de aula por esse mundo...!
Já nestas Ideias me referi aos sucessivos encerramentos de estações dos CTT por este país afora, do Minho ao Alentejo. Só quem vive no interior compreenderá que uma estação dos CTT não tem o mesmo significado em Barrancos e em Lisboa. No interior, os CTT são a central de ligação dos cidadãos ao mundo. O banco pode fechar, a seguradora também, a Junta pode abrir só uma vez por semana, mas os CTT são essenciais diariamente.
Regresso ao assunto a propósito de mais uma ameaça, vinda do Alandroal, denunciada pelo Luís Tata. Este economicismo cego tem de ter um fim!
Conforme aqui tinha dito, a pressa de Miguel Relvas em acabar o mapa da descentralização era o convite para secretário-geral do PSD. Ele sabia que só teria até ao Congresso do seu partido para "demostrar" aos orgãos de comunicação social que tinha deixado obra. Publique-se o novo mapa administrativo, sufragado ou não, publique sem mas e rapidinho!
Mas porquê Miguel Relvas?
Disse-o a 14 de Maio. Recordo:
«(...) Miguel Relvas terá um perfil muito mais adequado para ocupar o cargo de Secretário-Geral do PSD do que para as funções governativas que ora desempenha e que, pelo facto de ter corrido o país de lés a lés, contactando com centenas de autarcas, poderá muito mesmo ser o homem que melhor conhece e domina as bases e o aparelho do PSD.»
Com efeito, o PSD vive já há uns anos na era pós-barões. Estes esfumaram-se, desapareceram, recolheram-se na sua privacidade e não parece estarem muito interessados no actual convívio partidário. Preferem demarcar-se, marcando apenas presença no Conselho Nacional, uma espécie de vitrina do seu glorioso passado. A verdade é que o PSD não pode mais contar com os nomes de figuras de relevo para captar votos e muito menos para desempenhar funções em campanhas eleitorais.
O governo é mau, a bancada parlamentar é péssima e os barões parecem até ter alguma vergonha de aparecer. Se aparecem é para dizer que o rei vai nu - Miguel Veiga, José Miguel Júdice, Filipe Meneses, Ângelo Correia, António Pinto Leite - ou quando aparecem, nos 30 anos ou no Congresso, é para falar do glorioso passado, nomeadamente de Sá Carneiro - Pinto Balsemão, Cavaco Silva.
Durão Barroso encontra-se muito afastado da elite pensante do seu partido e esta não parece dar sinais de reaproximação, mesmo com o rebuçado de travar, para já, a candidatura de Santana Lopes às Presidenciais!
Nestas circunstâncias, Durão Barroso atalhou caminho. Disse adeus aos barões e apoia-se numa estratégia populista de captação directa do eleitorado e do controlo das bases do partido. Estranhei, na altura não induzi, os rasgados elogios (que sempre foram tímidos) a Alberto João Jardim por parte do Primeiro-Ministro, de José Luís Arnault, de Morais Sarmento e, ainda ontem, de Pedro Santana Lopes mas tudo parece fazer agora sentido com a nomeação de Miguel Relvas.
O PSD irá importar o estilo Alberto João para o Continente, i.e., de um populismo muito próximo e irreverente, aliado a um controlo muito apertado na transmissão das mensagens da cúpula. O Governo é mau, a recessão está para durar e o que é preciso é "animar a malta", trabalhar estrategicamente a comunicação.
É neste contexto que se compreendem as palavras de agradecimento a José Luís Arnault (obrigado e adeus) e se entrega o partido o Miguel Relvas, o jovem desinibido que melhor conhece as bases, capaz de dizer só o que o interessa dizer e o que Morais Sarmento mandar (de facto o único que parece ter um pensamento estratégico), calar alguns opositores nem que seja berrando mais alto!
Por muito que me custe a admitir parece uma estratégia adequada face à oposição existente e ao calendário eleitoral. As Europeias vão ser taco a taco e mesmo que o PSD as perca não porá em causa a legitimidade da governação devido à extensa abstenção. Mas as autárquicas é que vão ser a doer (Durão Barroso não esquece o que aconteceu a Guterres e sabe que até lá não haverá retoma que o sustente) e as Leis-Quadro da putativa "descentralização", decalcadas da Lei de 91 que formou as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, é que vão pesar na balança. Quem conhecer estas Leis rapidamente se aperceberá que lá nada está inscrito sobre descentralização propriamente dita, limitando-se a enunciar algumas áreas que o governo poderá ou não negociar com as futuras áreas administrativas, reservando-se o direito de negociar o que que bem entender e melhor jeito fizer. Mais uma vez, Miguel Relvas é o homem, o que pôs as Leis cá fora, o que por elas deu a cara e o que através delas se encontra em melhor posição para servir de intermediário a essa futura negociação entre o Governo e as Áreas administrativas, negociação essa que subnstanciará o montante do orçamento do Estado a ser transferido para cada uma.
De facto, Durão Barroso salta por cima das Europeias e começa a trabalhar no que o poderá afectar - as Autárquicas. E, se o PSD ganhar as Autárquicas, os hipotéticos candidatos à Presidência ficarão reféns dessa vitória de Durão Barroso. Será ele a decidir quem será o candidato do PSD!
Por outro lado, o Bloco de Esquerda é o único Partido da oposição que tem verdadeiramente incomodado o Governo, conseguindo levar atrás dele o PS e até o PC. O Bloco tem sido a inspiração da oposição, sendo que para o combater partidariamente Miguel Relvas tem o perfil, mais uma vez, indicado - não tem "papas na língua", tem sempre argumentos para o inexplicável e berra tão alto quanto necessário for!.
Para nosso mal, para quem está na política partidária o que interessa é o acesso ou a manutenção do poder e, neste particular, Durão Barroso foi o primeiro a jogar e forte - as Autárquicas são o momento de aferição de forças!
Ateísmo
o mundo actual vive sem deuses
é ateu
o seu sonho é divino
mas não é com um deus que sonha.
os deuses retiraram-se como as aves
por causa do ruído
que avassala o mundo
é no mistério que o respeito se funda
o sagrado dispõe para o tempo a vir.
só um deus nos pode salvar
no período decisivo e indeciso
do interregno da vociferação.
o sagrado é fidelidade à origem
a memória é fidelidade ao sítio da alegria.
que palavra fará surgir
o invisível à manifestação?
de José Augusto Mourão in "Declinações - o Nome e a forma", Lisboa, Janeiro de 2004
«Bush reafirma urgência por um regime democrático»
«Fidel Castro «arrasta» um milhão contra EUA»
e a caravana passa...
Aconselho novamente a passagem por mais este post do António na Grande Loja.
Por diversas vezes me queixei que em Beja nada, ou pouco, ou de mau acontece. Este fim-de-semana contraria as minhas queixinhas e é motivo de alegria para nós. Vejamos:
1 - VI CultuNeves, com excelente exposição fotográfica subordinada ao tema "Alentejo - Mundo Rural", acontecimento que o Nikonman deu nota em primeira mão, aqui;
2 - Vitorino, Janita, Paulo Ribeiro e Felipa Pais, entre outros, às 16 horas de Domingo, no Parque de Exposições, enquadrado em Festa promovida pelo PCP local. Ainda dentro deste evento, no Sábado, alguns militantes daquele Partido propõem-se explicar porque é que preferem "GAM" a "COM" ao contrário do PS e do PSD que preferem "COM" a "GAM";
3 - XII Encontro do CEDA, sob o título "Pax Julia e Al-Mutamid - Alentejo: a síntese da palavra", durante Sábado e Domingo, a ocorrer na Casa da Cultura, com diversos painéis de debate (imperdível);
4 - O Grupo Coral de Vila Nova de S. Bento entra em estúdio, no Portal do Som, para gravar mais um CD de modas tradicionais alentejanas, motivo pelo qual não me será possível, com muita pena minha, assistir e participar nos eventos anteriores.
Assim "valapena"!
ps: A Península Ibérica em 1086, no tempo em que Al-Mutamid era Rei de Sevilha, retirado de http://www.balagan.org.uk/war/0711/1086.htm:
Lamento, indigno-me, contra o fim da proibição da introdução de organismos geneticamente modificados (OGM) na alimentação dos europeus.
Mais uma vitória do liberalismo, do capitalismo sem rosto e uma derrota segura do ambiente e da nossa saúde.
Não há provas de que estes alimentos geneticamente modificados façam mal, mas não há provas nenhumas de que a prazo sejam benéficos, ou seja, quais as suas repercussões a longo termo, geracionais.
Onde estão agora os fanáticos contra a clonagem? Calaram-se? Qué deles?
Espantalhos de papel!
Resta-me a solução óbvia - NÃO COMPRO NEM PERMITO QUE EM CASA SE CONSUMA! É o mínimo, mas tão-só a única solução que me resta.
De resto, viva a estúpida liberdade que permite que nos vamos abastardando!
Pelos blogues que passamos a lamúria e a crítica generaliza-se, não sei se por sina se por acomodação!
Ora o Anarca dá o exemplo e adianta as suas «Prupostas pra guvernar Portugal» onde me atribui a responsabilidade de curador das orquestras, das gaitas e dos berimbaus, debaixo da alçada da Ana, nomeada para «ministra da coltura»!
Honrado me sinto com a confiança que o Anarca em mim deposita, para mais, atendendo às gaitadas que todos vamos nesta vida levando, é um lugar para o qual haverá muitos com aptidão certificada!!!
Parece constituir-se já tendência o facto de tantos blogues referirem que agora, selecção feita, devemos estar todos com ela!
Ora, parece que nunca se colocou em dúvida o apoio dos portugueses aos jogadores que representam o país, antes o inusitado comportamento do seleccionador em entender que não tem de dar satisfações sobre o trabalho que desempenha, por nós pago, e o modo como encara as críticas que lhe são dirigidas.
Assim, dá-me ideia que este seleccionador foi e será alvo de tantas críticas como os anteriores e futuros pela simples razão de que nos preocupamos precisamente com o que é nosso - a selecção.
E não será por ser brasileiro que poderá ser dispensado de responder a questões que ninguém entende sobre o seu comportamento, nomeadamente a não convocação de Baía, aliado ao facto de ter insinuado há meses que pretende um bom ambiente no balneário. Se nunca o convocou como poderá constatar o que alguém lhe terá "bichanado"?
Sou portista, não será novidade para muitos, mas tento (nem sempre será fácil, aceito), não ser cego. Digo mesmo que tenho por Ricardo, Quim e Moreira o máximo respeito e considero-os bons guarda-redes, capazes de cumprirem a sua missão.
Mas não é isso que está em causa. O que me parece é que, tal como noutros assuntos, parece que se tenta calar antecipadamente quem não compreende a não convocação de Baía, tentando identificar qualquer crítica ao seleccionador como uma atitude anti-patriótica!
Desiludam-se. Quem da crítica pretende escapar não consegue reunir adeptos nem consensos. Fica só!
Se calhar ainda vou ver os que agora insinuam "o fim da crítica" serem os primeiros a criticar!
Estou com a selecção, claro, mas gosto de conhecer as razões que orientam as atitudes dos seus responsáveis, precisamente para me sentir solidário com as suas opções.
A mordaça nunca foi boa conselheira...
No Ma-Schamba leio o «O último discurso de Ngungunhanhe». Vale a pena ir lá lê-lo na íntegra. Percebe-se muito do que fomos perdendo nesta viagem do individualismo!
Isidoro de Machede, no seu excelente Alentejanando, coloca-nos uma dúvida pertinente sobre os clones, à qual não encontro resposta. Ora dêem lá uma espreitadela, na entrada «Um Dó-Li-Tá», a ver se conseguem desfazer aquele embróglio!
O Orlando, no Letras com Garfos II, insurge-se contra blogues (ver post integral) que não têm sistema de comentários, dizendo:
Nesta sua entrada comentei:
ao que o Orlando respondeu:
Ora, perante a insistência do Orlando na prima "pureza" do conceito de blogue ao qual, repito, não sou completamente alheio, em especial se atendermos que muitos dos blogues portugueses que não têm sistema de comentários são de de autores mediaticamente conhecidos, podendo induzir que o fazem ou por protecção da sua imagem ou por sentimento de superioridade intelectual, não posso deixar de manter que, ainda assim, não me parece sensato limitar a liberdade de cada qual em fazer do seu blogue o que bem entender e muito menos tentar obrigar seja quem for a optar pela modalidade blogue ou página pessoal. Por outro lado, com o sistema de "trackbacks" ou com a ajuda do "Technocrat"i a interactividade não é posta em causa - pode-se, tal como o faço no presente momento, interagir de blogue para blogue sem termos de nos ater a um sistema de comentários (perder-se-á um pouco do "tempo real" que fala o Orlando).
Dir-me-ão que os comentários obrigarão mais os autores a responder aos seus comentadores, mas isso é uma questão subjectiva, tão subjectiva como deixar cartas ou emails sem resposta ou publicar no blogue as epístolas que muito bem se entender sem critério se anunciar. É um direito que assiste aos autores deste novo meio de comunicação, meio este que pelo seu caracter pessoal e livre não tem de se sujeitar a regras de outros meios de comunicação sob pena, aí sim, de o desvirtuar completamente.
A única hipótese é não lermos o que não nos interessa e/ou denunciar o que nos indigna. Obrigar outros a fazer o que não desejam, mesmo entendendo que por vezes cometem incorrecções, não me parece ser caminho que nos mantenha no nível de liberdade essencial para que um blogue seja blogue.
ps: sugiro, ainda, sobre este assunto a leitura do texto do Rogério Santos no Indústrias Culturais, sob o título «SOCIABILIDADE ATRAVÉS DA INTERNET»

É o título do novo CD dos ADIAFA cuja apresentação ao vivo ocorrerá (entre outras) no próximo dia 28, pelas 23,30h, na Vidigueira, na discoteca quint@noite.
Estou curioso!
«PORQUÊ A CARLYLE? E PORQUÊ A FOMENTIVESTE?»
Vale a pena dar uma vista de olhos para ver como se podem conjugar num projecto os nomes de Carlucci, George Bush pai, James Baker e John Major! Ver aqui.
No Abrupto, Pacheco Pereira diz, cito:
Para quem já tanto investigou e escreveu sobre comunistas do sec. XX apenas pergunto, para lembrar de um só caso em vários, não teve notícia dos "tratamentos" dispensados pela PIDE a Virgínia Moura na presença de seu marido?
Não, não assisti nem tenho provas para lhe provar, apenas marcas no corpo que meu olhos viram e que duvido que tivessem sido provocadas por auto-flagelação!
Com isto não quero voltar atrás para dizer que a PIDE era esta ou aquela, antes lembrar que deveria haver limites que deveriam ser respeitados.
Não param os dislates dos políticos regionais sobre este assunto. Fazem dele trampolim para se aproximarem do poder. Os alentejanos estão, desde o início, lateralizados. Quase apostaria que não mais de um dígito percentual de alentejanos saberão que está em curso um processo de "descentralização"!
A este propósito cito o Francisco, na sua Palnície Heróica, que mais uma vez denuncia as sórdidas estratégias do poder dos partidos regionais às cavalitas deste processo.
O serviço que os blogues prestam é cada vez mais próximo dos cidadãos, mesmo emitindo opinião, do que os orgãos de comunicação social.
Um ano de Crítica Musical em nível bastante elevado é obra. Mesmo não estando de acordo com uns ou outros arrazoados, a qualidade da escrita e a sinceridade da opinião fazem do meu amigo Crítico um blogue de referência.
Parabéns, Henrique!
Começou devagar, dá a ideia de que sem querer, timidamente. De quando em quando postava até se tornar num dos blogues com mais bom gosto e de refinado humor que eu visito diariamente com muito prazer - o BARRA CROMOLÓGICA.
Dêem lá uma espreitadela!
É o título de uma entrevista ao Secretário de Estado da Administração do Território, Miguel Relvas, publicada nesta última Visão, nº 584.
Nesta entrevista, que ocupa 9 páginas da Visão, o Secretário de Estado apresenta o novo mapa administrativo de Portugal o qual, conforme já tinha dito, está já aprovado e em impressão para distribuição oficial, identificando e caracterizando todas as áreas urbanas em que o país estará dividido.
Nesta divisão o Alentejo encontra-se assim dividido:
1 - «COMUrb do Baixo Alentejo»;
2 - «COMUrb do Centro Alentejo»;
3 - «Beira Interior Sul e Alto Alentejo» (Distrito de Castelo Branco mais Distrito de Portalegre (sensivelmente).
Ora, como sabemos, muito pouco está já realmente definido por quem de direito - as Assembleias Municipais e depois o acordo de vontades entre elas. Mesmo na GAM do Porto, já instalada há uns anos, desde a Lei de 1991 que esteve na origem das de 2003, ainda há concelhos que hesitam como o de Santa Maria da Feira ou Arouca. A COMUrb de Trás-os-Montes está muito atrasada e no Alentejo está como sabemos - tudo por definir já que não há consenso nem se antevê a breve prazo.
O que esta entrevista demonstra é que afinal o Governo já tinha uma ideia pré-concebida do como queria dividir, por um lado e, por outro, que tenta pressionar quem ainda não definiu, apresentando como um caso encerrado.
Assim não é, nem vai ser, não se divide o território conforme interesses que não sejam resultantes de vontade e e uma vocação identificadora dos cidadãos, por muita pressa que o Sr. Secretário de Estado tenha. Teremos de aguardar e, essencialmente, saber para que precisamos, se precisamos e qual a forma que mais interessa a cada região.
Compreendemos a pressa de Miguel Relvas em encerrar este dossier já que dele poderá depender a aceitação do convite que lhe foi endereçado para Secretário- Geral do PSD, mas o "timming" desta operação não depende dele, depende dos autarcas.
Acreditamos, no entanto que Miguel Relvas terá um perfil muito mais adequado para ocupar o cargo de Secretário-Geral do PSD do que para as funções governativas que ora desempenha e que, pelo facto de ter corrido o país de lés a lés, contactando com centenas de autarcas, poderá muito mesmo ser o homem que melhor conhece e domina as bases e o aparelho do PSD.
A ver vamos!
Estas casos isolados de sevícias têm sido inflacionados pelos orgãos de comunicação! Imagine-se que o Washington Post,citado pelo Público, fala em cerca de 9.000 detidos pelos EEUU em centros desconhecidos e controlados pela CIA, espalhados pelo mundo, à margem da Convenção de Genebra, onde e cito «podem fazer o que quiserem com eles e os EEUU podem dizer "não os temos"».
Enquanto se averigua a veracidade destes casos isoladíssimos (o que vai levar o seu tempo pois a Cia recusa-se a prestar qualquer informação sobre este assunto mesmo ao Senado norte-americano, segundo a mesma fonte), não posso deixar de, sensível ao contorcionismo mental de Pacheco Pereira e de Graça Moura no DN de ontem, propor preventivamente a prisão imediata do Major Tomé, pelo menos até à conclusão das averiguações.
Impõe-se, naturalmente!
À revelia do consenso obrigatório numa Associação de Municípios, o PS e o PSD aprovam a transformação da Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMDB) numa Comunidade Urbana de forma ilegal, tentando, desta forma, o que pelo sufrágio não conseguiram, entenda-se pelo sufrágio da totalidade das Assembleias Municipais, pois estes poderes não podem ser delegados à AMDB.
Não foi novidade, já o Francisco na sua Planície Heróica, por diversas vezes denunciou o chamado "pacto do Funchal", onde os autarcas do PS e do PSD se reuniram no princípio de Abril e definiram uma estratégia comum, parece a de que "os fins justificam os meios".
É lamentável, surrealista, que mais uma vez estes partidos, que deveriam precisamente dar o exemplo ao PCP, enveredem por caminhos de tão pungente vileza, ao arrepio das populações, sem nunca apresentarem um projecto estratégico que fosse de desenvolvimento do Baixo Alentejo, conluiando-se com as Leis-Quadro que este governo emanou, onde não se vislumbra nada, repito, rigorosamente nada, que nos permita sequer pensar em descentralização, pois nada lá consta que não sejam processos de intenção a ser negociados e contratados caso a caso, isto é, a bel-prazer de quem no governo estiver!
Uma vergonha termos de aturar políticos deste calibre que, tal como os outros, apenas e só pretendem atingir o poder seja por que meios for! Estou envergonhado!
Deixo aqui a notícia on-line do Diário do Alentejo, jornal completamente controlado pelo líder distrital do Partido Socialista, Luís Ameixa, onde se pode ler o seguinte:
Isto é, precisamente há um ano, logo após a publicação das referidas Leis-Quadro, a AMDB pronunciou-se unanimemente pela sua transformação em associação de fins específicos, afinal a única saída legal perante a ausência de consenso. Ou seja, a partir de 15 de Maio todos os trabalhadores da AMDB trabalharão para uma entidade ilegal e os seus postos de trabalho não poderão ser defendidos.
Um autêntico dislate e totalmente díspar do que os próprios PS e PSD tinham há um ano aprovado! Mais a mais, contrariando a verdade, estes dois partidos afirmam, e cito:
As próprias Leis-Quadro prevêem sérias penalizações para os casos de desistência ou dissolução de tais organizações. É só ler!!!
Não sou um defensor, como sabe quem lê estas ideias, da actual gestão da Câmara de Beja nem militante ou simpatizante do PCP, mas assim, com comportamentos tão baixos, não, não contém comigo. Os senhores precisam de saber que estamos em democracia, que devemos respeito à vontade de todos os actores e, acima de tudo, o respeito integral do primado da lei.
O que o PS eo PSD ontem fizeram foi colocaram a AMDB à margem da lei, e conscientemente!
Meus senhores, isto já está mau demais! Não precisamos de jogatinas de poder!
nota: há blogues mais directamente ligados à região, isto é, fazem-se de postas sobre o Baixo Alentejo sendo, no mínimo, estranho o seu silêncio perante tão graves atitudes dos politiqueiros da nossa praça!
Quem conhece o percurso do Ministro Bagão Félix sabe que não pode ser acusado de não ser coerente com o que sempre defendeu, em tese e na sua vida profissional. Para quem está de acordo com as ideias que ele defende não poderá deixar de estar plenamente satisfeito com o seu trabalho.
É que há anos que se ouve falar em reformas estruturais na Europa e na dificuldade em implementá-las(um dia falarei sobre essa coisa de reformas estruturais). Ora bem, Bagão Félix é um dos Ministros da Europa que faz essas reformas sem grandes contestações e, curiosamente, como pessoa disciplinadíssima que é, vai passo a passo, por ciclos, ora vejam:
2002 - Ciclo Médis
2004 - Ciclo PPR's
Sem por tal darmos conta, ontem iniciou um novo ciclo, o dos PPR's!
Exemplarmente, no meio do articulado que vai desenvolvendo com o objectivo de reduzir as despesas do Estado com a consequente demolição do "Estado Providência" decorrente da construção da Europa do pós-guerra, aparecem medidas que não parecem enquadrar-se no contexto, mas que talvez por falta de alcance não são objecto de grande contestação. Exemplos:
1 - O limite contributivo para a segurança social para quem aufere mais de 3.500,00€ mensais;
2 - A anulação do subsídio de desemprego para quem consiga acordos substanciais para a rescisão contratual por mútuo acordo.
São medidas injustas? Arrepiam alguém? Talvez um pouco a primeira, mas a segunda não será passível de qualquer crítica. Mas o cerne não é o da justiça social que o Ministro defende, não é esse o seu objecto. E não é porque nunca foi! Basta ler o que Bagão Félix escreveu sobre o modelo de financiamento da doença e da reforma e que sempre publicamente defendeu!
Estas medidas, que parecem não trazer consequências gravosas, mais não são senão sinais claros de insegurança dirigidos às classes média/alta e alta para, no primeiro caso, fazerem seguros de saúde e, no segundo, os "Planos de Poupança Reforma", ambos os produtos explorados pelas Companhias de Seguros, os principais suportes estabilizadores das Bolsas, através da aplicação desses mesmos fundos, cuja rendibilidade tem deixado muito a desejar.
Esta estratégia é a da defesa de interesses financeiros privados cujo alvo são precisamente as classes média/alta e alta.
Poderemos estar ou não de acordo com esta política, mas o que se impõe saber é se ela é ou não legítima e eticamente correcta.
No meio deste imenso vazio, há Câmaras que funcionam, não pretendem néscias ribaltas. Trabalham pelos seus cidadãos e os resultados aparecem.
Ora vejam lá o que aqui o Público diz de Castro Verde.
nota: informação retirada de Os Ambientalistas.
A pressão do governo para que as Assembleias Municipais votem modelos no âmbito das leis-quadro, o mal estar do PSD sobre este assunto (silêncio da maioria dos seus autarcas), o desnorte do PS (o nosso Ameixa defende uma solução completamente diversa da oficial do seu partido, transmitida por Jorge Coelho), o PC ao sabor do que será melhor para a defesa do poder que ainda detém.
Uma autêntica bagunçada, veja-se esta notícia do Público.
Ah, já me esquecia, no entretanto e ainda com quase tudo por esclarecer, o Sr. Secretário de Estado Miguel Relvas, com o consentimento do Sr. Primeiro-Ministro, já mandou fazer, para distribuição nas escolas, o novo mapa administrativo do país, onde constam já todas as novas regiões, a cores e tudo (ver Visão da semana passada)!!!
Parece que continuaremos a aturar as brincadeiras irresponsáveis dos meninos dos partidos. Parecem não incomodar. Há até quem ache graça! Que remédio eu tenho senão achar também! Pois, ah, ah, que merdice tão gira!
O Alandro al é agora nosso vizinho, no Weblog.com.pt do Paulo Querido.
Já fui à coluna do lado actualizar o link!
Sejam benvindos!
Por mera coincidência o post anterior reflectia sobre ideias idênticas às que o Francisco, na Planície Heróica, tinha exposto, nomeadamente sobre o regime de voluntariado dos exércitos profissionais. E pergunta-me:
«Achas que o 25 de Abril teria sido possível nestas circunstâncias?»
É evidente que a resposta se coloca em terreno de conjecturas mas, ainda assim, ouso responder que não, pelo menos da forma como o conhecemos.
O 25 de Abril foi planeado e conduzido por oficiais de patente média e inferior e com base num programa unanimemente aceite, baseado em 3 pontos: o fim da guerra colonial, o fim da ditadura e o desenvolvimento de Portugal.
Ora os exércitos actuais, conforme disse no post anterior, são feitos de voluntários que se alistam por razões ou de confirmação de soldo ou de imaginários heróis imbatíveis, sendo depois arduamente sujeitos a um tratamento psicológico intenso acente em dois pilares: obediência cega a uma cadeia de comando e treino específico para lidar com situações extremas de crise que impliquem a intimidação e/ou o uso de força rápida e eficaz de aniquilação do inimigo.
As forças norte-americanas assumem que os ensinamentos do psicólogo Stanley Milgram (que pretendeu provar que «uma elevada percentagem de indivíduos obedeceria a instruções para infligir dor em terceiros») são o paradigma do treino das suas tropas.
Ora, não me parece que este tipo de soldados tivesse condições psicológicas para organizar-se em torno de uma causa (a única causa que reconhecem é a ordem de comando) nem agir contra ou com o desconhecimento da hierarquia e muito menos arquitectar clandestinamente planos para derrubar a fonte da sua existência - a própria cadeia de comando.
Só por isto, acho que o 25 de Abril que conhecemos não teria sido possível nas circunstâncias em que ocorreu.
Há pessoas mais fortes, prontas para reagir positivamente perante qualquer imprevisto, e outras que, por medo ou por necessidade de tempo para racionalizar o impensável, o patético, são mais lentas por mais cautelosas. Dentro desta dicotomia não me enquadro em nenhuma!
O certo é que às primeiras imagens do tratamento prestado a presos iraquianos me fui abaixo. Não, não me borrei, fui-me abaixo. Fiz o que precisei de fazer, recolhi-me a mim e ao deixar-me sentir significâncias (se é que elas existem) para a prossecução de tais actos. E foi o que aconteceu a estas Ideias, interrompi-as, suspendi-as até sentir vontade de regressar. Esta é uma das maravilhas dos blogues (não esqueço o Luís Ene quando disse que um blog é aquilo que fizermos dele), a dimensão da liberdade que o meio nos confere sem estarmos sujeitos a qualquer pressão que não seja aquela que a nós próprios nos impomos ou que por via da amizade nos deixamos pressionar (o meu obrigado a quantos, por bem, me incentivaram a um breve regresso).
Mas, então, fui-me abaixo porquê?
Porque os americanos são estes e aqueles...? Porque não compreendo como é que uma pessoa intelectualmente honesta pode ainda hoje defender aquela invasão? Porque acho ridículo aqueles que defenderam o não porque não ou porque era a guerra do petróleo?
Não, a minha idade já não me permite ser assim tão susceptível!
No meio deste constrangimento ainda me consegui rir dos que pensaram que agora é que nos veríamos livres do Bush e do Rumsfeld como se tivessem sido eles os mandantes de tais crimes, ainda por cima num país onde a vidinha da Mónica e do Bill incomodaram muito mais a opinião dos media e dos senadores!
Não, o que me afligiu, desde logo, é que estando ou não de acordo com a invasão do Iraque. os EEUU representam no mundo a minha, a nossa se quiserem, maneira de viver, não uma superioridade moral (isso não me diz nada, como bem refere o Francisco J. Viegas), mas o que nós proclamamos junto do mundo, a defesa intransigente dos direitos humanos, em qualquer parte do mundo e em quaisquer circunstâncias.
O que aconteceu não é comparável a outros crimes contra os direitos humanos e contra a humanidade dos quais já fomos responsáveis, mas por isso mesmo, por termos conseguido conviver com o genocídio de Hitler, o do Estaline, o do Kosovo e nada termos feito para impedir o do Ruanda, qualquer acto, isolado que seja, desta natureza ainda, no particular caso, praticado pelos representantes da defesa dos Direitos Humanos deixa-nos a todos - os que preferem este regime de democracia representativa imperfeita a qualquer outro experimentado - impotentes para no futuro podermos erguer essa bandeira, a meu ver a única que merece e deve ser defendida e incrementada.
É que o que agora vem a público foi certamente abafado no Kosovo e na Bósnia donde surgirão diversas denúncias sem nunca se encontrarem provas como as de agora. Mas, certamente, tratou-se apenas de falta de provas, aquelas mesmas que agora estavam guardads para não serem divulgadas.
Mas, se este facto me abalou, a tentativa de perceber como é que há nossos concidadãos que se manifestam e tiram prazer através desse comportamento obriga-me a reflectir e a pedir que o façam, pois esse é que é o verdadeiro problema! Não o de saber se o Rumsfeld e o Bush vão ou não embora, se Blair aceita mais este frete, mas antes perceber quais os motivos que poderão levar cidadãos das democracias ocidentais a comportarem-se e a retirarem prazer deste género de comportamentos. O que é que falha?
Bom, o mais fácil será dizer que, ó pá, são uma minoria, há sempre gente assim, não podemos assegurar que todos se comportam civilizadamente! Pois não, eu sei, mas também sei que no nosso seio há cada vez mais ódios, mais fundamentalismos, mais racismo, até perante impotentes imigrantes que apenas para cá vêm fazer o que nós nos recusamos a fazer e por menos dinheiro!
Não, pá, não é isso, dirão outros, a nossa democracia está decadente, já não há valores e a juventude está perdida!
Deixemo-nos de vulgaridades. O que está em questão é como é que os aliados não se comportaram assim perantes os alemães que dizimaram a Europa e milhões de judeus e agora, pela merda do petróleo, diante de soldados mal armados e que quase não ofereceram resistência, perante um tirano que não causou mal ao mundo que não fosse ter dizimado milhares de curdos com o nosso beneplácito e que na altura nos abstivémos de condenar, isto aconteceu?
Encontro apenas duas explicações, mas que não passam de meros exercícios de pensamento e que muito grato ficarei se me corrigirem, já que o que é necessário é percebermos para melhor evitarmos, a tal prevenção:
1 - O regime de voluntariado das forças armadas;
2 - a educação dos nossos jovens.
1 - De facto a transição do regime de recrutamento de mancebos para o regime de voluntariado implicou, por lado, um maior profissionalismo e eficácia das forças armadas (mesmo sabendo da significativa percentagem de soldados ameriacanos que se recusaram a regressar ao Iraque após descando nos EEUU) , o fim da necessidade de justificar uma causa justa ao soldado e, por fim, a preparação psicológica que é dispensada poder ser única e exclusivamente vocacionada para a obediência estrita e cega a uma cadeia de comando, independentemente do contexto em que e onde exercerão as tarefas ordenadas.
2 - A educação dos nossos jovens, que tanta tinta faz correr entre os defensores do ensino tecnocrático, os da inserção social e dos outros que tentam a síntese destes dois extremos, têm esquecido (todos eles) de que já não é a escola o palco privilegiado para a passagem ou troca de valores entre professores e alunos. Nos EEUU, 75% dos jovens absorvem mais valores através da televisão do que através da escola (já aqui falei disso) e na Europa esse número ronda os 50%. Ora, numa época em que são os "Rambos", os "Exterminadores Implacáveis", os "Matrix" e por aí adiante, a formar a massa identificante dos jovens não admira que não haja família ou escola que possa passar valores cujos sujeitos não vêem correspondidos nos seus canais eleitos!
Neste contexto, não me admira que seja hoje muito mais fácil constituir um exército de 100.000 voluntários, em 6 meses, de "Stallones" e "Schwarzenegers" que são, sem culpa própria, autênticos "robots" de matar e mal-fazer!
Se alguma razão assiste ao meu pensamento, há que cuidar da instrução humana dos profissionais da guerra e, por favor, de uma vez por todas, assumir que não há projecto educativo que vingue se não encontrar nos meios audiovisuais uma correspondência dos valores que os Pais e os Professores pretendem transmitir.
Hoje, mais do que nunca, a televisão e os jogos de computador têm de ser considerados como uma ferramenta e um meio privilegiado de Educar e, entenda censura quem pretender, regulamentar e fiscalizar criteriosamente os valores que os conteúdos das estações públidas e privadas transmitem.
A isto chamo eu, tão-só, serviço público dos audiovisuais. E resto, bem o resto, se sobrarem recursos, o que não acredito, façam também!
O Mourinho já não é arrogante, nem mal-encarado, nem malcriado - é o maior, já aparece nas primeiras páginas de todas as publicações desportivas e não só!
É que finalmente ele vai sair do Porto e, só por isso, tem de ser o maior!
Ó gente...
1. (U) Several US Army Soldiers have committed egregious acts and grave breaches of international law at Abu Ghraib/BCCF and Camp Bucca, Iraq. Furthermore, key senior leaders in both the 800th MP Brigade and the 205th MI Brigade failed to comply with established regulations, policies, and command directives in preventing detainee abuses at Abu Ghraib (BCCF) and at Camp Bucca during the period August 2003 to February 2004.
2. (U) Approval and implementation of the recommendations of this AR 15-6 Investigation and those highlighted in previous assessments are essential to establish the conditions with the resources and personnel required to prevent future occurrences of detainee abuse.»
ps: este post reproduz o alerta dado pelo Alvino
De alegria e de tristeza, de ânimo e constrangimento, de motivação, em ciclo e contraciclo se vai desenhando e redesenhando aquilo que nos anima - a vida. Estas Ideias Soltas nasceram sem por elas se darem conta, a reboque de alguns blogues amigos, e sempre com um espírito de denúncia do que me parece passível de ser melhorado e cuja condição humana teima em não permitir.
Fala-se do acessório, esgrimem-se banalidades, valoriza-se o perene e não passamos da tona, do azeite que turva a base, a insegurança do caos, os significados do que não percebemos e que de nós somos - essa contradição de todos pugnarem pelo bem sendo o mal que mais praticamos.
Dese início que me assumi como um marginal, não excluído, mas marginal. Marginal perante o status quo, marginal perante o do mal o menos, marginal à ideia de que apesar de tudo vivemos no menos mau, marginal à impunidade do tráfego descarado de influências - não, não as do futebol, mas as mais perigosas as que acontecem entre os grupos financeiros e a política e vice-versa que nos conduzem (administradores são libertos pelos grandes grupos para ir para governos - não fazem falta? - saem dos governos para regressar às administrações), dos arranjos à medida s que envolveram quase a totalidade dos processos de privatização para que fossem entregues os bens públicos nas mãos pretendidas), marginal às impensáveis justificações que se arrolam para "ajudar" à compreensão da continuada negação dos mais elementares direitos à vida.
Estas Ideias costrtuíram-se um pouco em torno dessas denúncias e, volvidos 8 meses, não vejo que tenham servido para o que quer que fosse, nem que me fizessem mais feliz ou mais perto de encontrar quem não pactue, de todo, com esse lixo. Não é uma questão de direita nem de esquerda, é uma questão de sermos melhores na humana condição em que eu, tal como os demais, sou actor e responsável.
Estas Ideias interrompem--se, por agora. Não vou pensar nem repensar, antes deixar-me ir pelo que me rodeia e insistir em encontrar um espaço em que este marginal possa ser de alguma utilidade.
Gostaria que ficasse claro que nada tenho contra a blogosfera, bem pelo contrário. É certo que esta, apesar da maior liberdade que aufere, reproduz inevitavelmente aquilo que somos. Não é a liberdade que nos faz ser melhores, mas a nossa atenção contínua para o sermos e para fazermos o bem, não sendo este um denominador comum nem sequer passível de se atingir por maiorias! Cada um de nós sabe, no seu íntimo quase sem pensar, o que é fazer bem e fazer mal. Não são precisas grandes considerações filosófoco-teóricas.
Nestes 8 meses estou agradecido, grato aos que leram o que fui escrevendo, mas principalmente ao que de muito bom fui lendo, fosse por simples prazer fosse pelo muito que aprendi.
Parabéns , Catarina.
I
Cada dia tem uma história,
cada história a sua data,
cada sonho um par de asas
para voar no Céu das casas,
quando a noite já vai alta.
II
Cada dia tem um nome,
seja de herói ou de santo,
e é um dia especial
mesmo se não for Natal
com um presente em cada canto.
III
Do dia fica a memória
daquilo que se viveu:
foi um beijo, uma cantiga
foi uma palavra amiga
ou um abraço que se deu.
IV
Este dia é o da Mãe
e tem perfume de rosa,
tem um toque de ternura;
tem afecto com fartura
seja em verso seja em prosa.
José Jorge Letria