Ontem, àcerca de umas moscas d' asa que para aqui escrevi, levei uma bordoada, mas daquelas bem dadas e bem assentes!
É que, em primeiro lugar, não são moscas d' asa mas sim, como esclareceu o Pré, formigas-de-asa e, em segundo, o Francisco afiança que essas ditas formigas-de-asa são agúdias, aproveitando para me chamar de alentejano caloiro!
Ora bem, perante semelhante despeito, a verdade é que são mas é umas formigas grandes comó caralho e voam por todo o lado, sem nexo, mas não falham na sua comunicação - vem chuva pela certa!
Já quanto ao ser caloiro impõem-se duas considerações, a saber:
1 - que porra de vida, ao fim de 8 anos de Beringel ainda não sou alentejano para os alentejanos e já mais não sou tripeiro para os portuenses - apátrida serei pela certa - tenho de me informar junto do centro de apoio à imigração dos meus direitos (dos deveres é escusado, mas com as quotas impostas isto vai ser difícil, quiçá se preencher uma ficha de adesão a um partido, quiçá?);
2 - não me afecta ser caloiro, já o fui por 3 vezes a nível do ensino superior, mas agora de praxezitas podem ficar descansadinhos, venha lá o primeiro com essas merdas que verá onde vai parar!
Um abraço a todos os que pegaram neste assunto das agúdias, em especial as postas do Francisco e respectivos comentários.
Não sou alentejano, nem por imigração. Tripeiro, se calhar, sou por antiguidade: pagar renda durante 30 anos confere direitos, se o ministro Arnault deixar. Mas quem fala assim, por mim, é mais do que alentejano e não pode deixar de considerar Miragaia o centro do mundo e ser tripeiro. Quanto a essa da mosca ou da formiga, sou alheio. O avião também tem asas e ainda não sei se é mosca ou formiga. Mas deixam-se uma saudade maluka todas essas evocações! Anda! Toca pra frente!
Afixado por: Placard em outubro 22, 2004 12:04 PMSe calhar preocupei-o sem necessidade, Placard. O que escrevi foi brincadeira com o Francisco Nunes e o facto de me considerarem alentejano ou não, tripeiro ou não, é mesmo chalaça, pois nós somos donde sentirmos que somos.
Podemos até sentir que seremos de muitos lugares, sendo que este sentir, com mosca ou formiga, não há "alma" que nos consiga demover.
Abraço
Afixado por: carlos a.a. em outubro 22, 2004 01:29 PMMas já tenho uma praxe para ti. Para o ano vamos armar aos pardais com as agúdias. Cheguei à conclusão, pelos comentários que recebi, que só no Alentejo é que se apanham pardais com armadilhas!
Significa que sendo os mais lentos temos as armadilhas mais rápidas. Um teste para um caloiro é armar estas armadilhas sem entalar os dedos.
Concordas?
Um abraço,
FRancisco Nunes
Ó Francisco, vá lá bora aprender a armar as armadilhas, mas como praxe é que não.
Vim duma terra onde por tradição não havia praxe que não fosse dar a pranchada da praxe em quem com a praxe queria armar aos cucos!
Abraço
Afixado por: carlos a.a. em outubro 22, 2004 08:14 PMCarlos: suba nas asas desta mosca ou formiga alada e vôe por uns minutos doutroladodomar..Grande abraço
http://doutroladodomar@blogspot.com