Não retomarei este assunto que já abordei. Apenas transcrevo um comentário do Virgílio Marques no blogue que mantém com a Catarina de divulgação de Guilermina Suggia.
Aqui vai:
"Note-se que SUGGIA, toca pela primeira vez em Lisboa, no Salão Nobre do Conservatório Nacional, uma das salas com melhor acústica,com os tectos pintados por José Malhoa, e que desde, creio os anos 20 ou 30 do sec XX, não tem qualquer reparação. Chove lá dentro. As paredes estão a cair, o balcão está já escorado há anos para evtar a sua queda. Há neste momento uma campanha de sensibilização para que o Ministério da Educação proceda ao restauro duma das salas mais próprias para música de câmara."
Mal vai o país e mal vamos nós todos quando é preciso sensibilizar o governo seja para o que for, ainda por cima elementar, de simples preservação de património que é colectivo. Interesse que, teoricamente, os governos existem para defender. Mas não admira. Ao contrário: revolta! A casa que pertenceu a Suggia, onde viveu e morreu, uma casa que não foi um pardieiro, está a cair aos bocados, na Rua da Alegria, na cidade do Porto. Algum construtor há-se ainda ajudar à derrocada, a bem da construção civil e da especulação imobiliária! Assim vamos!
Afixado por: Placard em março 30, 2004 12:23 PM